Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pin

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Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pintar em 2019. Tem diversas obras em colecções particulares em Portugal e na Colômbia. Em Setembro de 2022, a convite do CPPC, participou na Exposição colectiva itenerante “por um ambiente de paz”, na Universidade de Faro e em vários concelhos do Algarve. Em Outubro de 2023 organizou a sua primeira exposição individual na Academia Almadense. A segunda exposição ocorreu em Janeiro de 2024 na Sociedade Euterpe Alhandrense. A convite do CPPC está a participar na exposição colectiva “Pela Paz, por Abril” que vai percorrer diversos concelhos do Algarve.

domingo, 26 de junho de 2022

 


Chamo-me Octávio Augusto, tenho 61 anos e sou autodidata.

O bichinho da pintura foi-me incutido por muitos amigos. Tudo começou há muito tempo com uns rabiscos que me entretinha a fazer nas inúmeras reuniões que a minha actividade proporciona. Desenhava e deitava fora no fim da reunião. E assim sucessivamente até que, algumas das pessoas que estavam comigo começaram por elogiar aqueles rabiscos e pediam para eu lhes oferecer… achei piada á coisa, mas confesso que não dava importância alguma aos papeis. Entretanto, passei a oferecê-los!

Várias foram as pessoas que quase me obrigaram a pintar e a levar a coisa a mais a sério. Tens coisas lindas…Dedica-te…enfim!

Em 2019 decidi arrumar o pequeno escritório que tenho em minha casa. Descobri umas tintas e umas pequenas telas que eram da minha filha e vai daí, fui experimentar.

Gostei da sensação. Não passaram muitas horas e, lá fui eu a uma loja comprar umas tintas e papel de desenho.

A partir daí nunca mais parei!

Pinto por prazer e para dar prazer a outros.

A pintura tornou-se num vício e ao mesmo funciona como um escape para a vida imensamente preenchida que há muito decidi ter. Faço o que amo. Deito-me tarde e levanto-me cedo.

Pinto o que sinto e nem sempre o que que vejo…

A alguns dos meus amigos ofereci e ofereço os tais rabiscos, a outros ofereço telas.

Como esta brincadeira não fica barata e porque já não sei onde armazenar tanto quadro, vou vendendo alguns.

Não param de me chatear para uma exposição. Há várias possibilidades, mas o tempo não dá para tudo e, talvez, esteja a precisar de mais um empurrão. Quem sabe?

 

 

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