Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pin

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Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pintar em 2019. Tem diversas obras em colecções particulares em Portugal e na Colômbia. Em Setembro de 2022, a convite do CPPC, participou na Exposição colectiva itenerante “por um ambiente de paz”, na Universidade de Faro e em vários concelhos do Algarve. Em Outubro de 2023 organizou a sua primeira exposição individual na Academia Almadense. A segunda exposição ocorreu em Janeiro de 2024 na Sociedade Euterpe Alhandrense. A convite do CPPC está a participar na exposição colectiva “Pela Paz, por Abril” que vai percorrer diversos concelhos do Algarve.

domingo, 19 de março de 2023

Há sempre alguém que resiste

 



 Há sempre alguém que resiste
 Acrílico sobre tela 50x70 - Refª 97 - Novembro 2022 

Os optimistas incautos rejubilaram com a enorme revolução que se adivinhava na comunicação.

O acesso á informação - com a proliferação de canais, com a internet e os cada vez mais poderosos meios que dela derivavam - passaria a estar ao acesso de todos.

Mais informação, melhor conhecimento, uma maravilha!

Sucede que “os donos disto tudo” á escala global e também no nosso cantinho, rapidamente se aperceberam desse perigo que seria as pessoas saberem mais e, mais perigoso ainda, pensarem pela sua cabeça.

Vai daí, sem demoras, trataram de afinar e uniformizar procedimentos. Pensar é excelente, desde que pensem todos da mesma maneira!

E como a vida passou a ser uma correria, eles, os donos disto tudo, logo trataram de inventar uma fórmula mágica: Eles passaram a pensar por ti!

Que bom! Basta ler o título, olhar para a embalagem sem perder tempo com o conteúdo, com a origem ou o prazo de validade.

Eles falam, escrevem e o pessoal bebe tudo o que lhe poem no copo… e saboreia até á última gota…

E assim passámos a ter uma “opinião pública informada”… És a favor ou contra o Putin? A paleta de cores foi reduzida a preto e branco. Até o cinza passou a ser olhado com desconfiança.

São as maravilhas do “ocidente alargado”, essa misteriosa entidade que promove a exploração, a guerra, o saque de recursos e que aparece mascarada de pombinha da paz, arauto da liberdade e da democracia. Essa poderosa entidade que grita contra a violação do direito internacional, ao mesmo tempo que ela própria não o cumpre nos quatro cantos do mundo. Só há guerra na Ucrânia, ponto! Na Palestina não se passa nada, na Síria e no Iémen também não.  

É o pensamento único com todo o seu esplendor!

Chatice das chatices, há quem não vá na conversa e teime em ser a “peça que não encaixa no seu Puzzle…

Foi isso que tentei transmitir, será que consegui?


sexta-feira, 17 de março de 2023

Resiliência

 




Refª 113 - Resiliência
Acrílico sobre tela engradada 50x70 - Março 2023
DISPONIVEL para "resilientes"...
INCRÌVEL é a palavra mais usada na televisão e na rádio.
A expressão VAMOS TENTAR PERCEBER é “obrigatoriamente” usada pelos jornalistas e aparentados nos seus directos.
Em terceiro lugar no Ranking surge a “RESILIÊNCIA”.
Para que não me possam apelidar de antiquado, resolvi dar o título “RESILIÊNCIA” a esta tela que mais não representa que a minha homenagem a todos os que foram resilientes, a todos os que teimosamente teimam em continuar a ser resilientes e que fazem da luta um instrumento de defesa e de conquista de direitos!

Vai faltando espaço...




 

segunda-feira, 6 de março de 2023

Parabéns!


 

Parabéns pá!

(não reparem nos erros nem nas omissões, se as houver…foi escrito à pressa…Respirem fundo que o texto é longo!)

Conforme te prometi, aqui estou preparadinho para comemorar contigo o teu centésimo aniversário. Vai ser em Lamego e depois logo se verá. Convites não faltam!

Fico contente por te encontrar de boa saúde.

Sabes… já falámos sobre isso inúmeras vezes, se não fosses tu eu não seria como sou. E também fico contente por poder contribuir para que continues a ser como és.

Foi contigo que passei grande parte da minha juventude. Na UEC, na UJC e mais tarde na JCP.

Conheci o Damasceno (foi ele que acertou a minha vinda para funcionário em 1980. Sempre que como ameijoas lembro-me desse momento), o Horácio Rufino, (havia o outro que vinha da UEC, esse nunca fui á bola com ele. Eu tinha razão!), A Isabel Pato, a Graça Martins, o Francisco Pereira, o Loya, o Vitor Martins, o Edgar, a Madalena, a Salomé (com quem voltei a trabalhar durante vários anos no Departamento de propaganda), o Baguinho, o Piteira, o António Filipe, o Capucho.

Ainda na JCP, tive o primeiro contacto com o Francisco Lopes, o Euclides, o Ângelo Veloso, o Pato. Em Vila Franca cruzei-me com a Paula Batalha, o Arrojado, a Leonor Alves, a Olga Constança, o Manuel Pedro, o Armando Morais, o Carlos Silva, a Fernanda Vicente. Foi enquanto estudante que vivi o 11 de março de 1975. Durante o dia em Vila Franca e á noite em Alenquer! Grande manifestação aquela, lembraste? E o Avante a ser vendido ainda quentinho naquela noite.

Em Alenquer, ui… em Alenquer. A defesa do Centro de Trabalho, o incêndio do CT de Olhalvo,  a propaganda, as noitadas com pão quente, os milhares de quilómetros de mota…E aqueles camaradas que não acreditavam que eu me aguentasse como funcionário da JCP mais que 6 meses? Hahahahaha! Já lá vão mais de 40 anos! Foi em Alenquer que vivi directamente o 25 de Novembro…Um dia falaremos sobre isso. Rui Gandum, Paulo e Fernando Leitão, Vicente, Céu, Maria João, Casimiro, Tóné, João Manfredo, Matos e um camarada muito especial: o Meu tio Vasco.

Até que chegou o momento de “passar ao Partido”. Aquela conversa com o Blanqui na “esponja” da Soeiro foi deliciosa. Convenceu-me á primeira. Não tive coragem de recusar a tarefa que me estava a ser proposta. Foram 8 anos muito difíceis e ao mesmo tempo gratificantes. Partilhei o gabinete na António Serpa com Ilídio Esteves e o Eugénio Ruivo. Guardo na memória o Carreira, a Gina, o Zé Manel, os Torres (eram dois…), o Jaime, o Luís Rosa, o Manel, o António Rodrigues, o Carlos Gonçalves, a Amélia Freitas.

Oito anos mais tarde, nova conversa com o Blanqui. Desta vêz para assumir tarefas no Departamento de propaganda. Aceitei logo! Nem me deixaste respirar. Quando dei por mim, era o responsável do Departamento. Grande equipa aquela! Joaquim Judas, Tila, Monginho, Zarco, Salomé, Carlos Ferreira, Diamantino, Baldeiras, Idalina, Rui Rodrigues, Paulo Coutinho, o Tereso. E ainda…o Vítor Dias.

No entretanto ainda te dei uma ajudinha em Vila Franca e em Alhandra. Salsa, Bento Luís, Armindo Miranda, bons tempos aqueles!

Nos muitos milhares de horas na Soeiro convivi e trabalhei com alguns dos nossos camaradas que fizeram de ti aquilo que tu és: Para além do Pato e do Blanqui, o Dias Lourenço, O Joaquim Gomes, o Vilarigues, o Jaime Serra (que também acaba de completar 100 anos!), o Domingos, o Albano, o Casanova (dos poucos lampiões com quem gostava de discutir futebol…), a Teodósia, O Rui Ramos, o Adelino e tantos outros!

E depois havia o Álvaro! Muitas e boas recordações. Mas aquele cozido à portuguesa que comemos num domingo na Soeiro, confeccionado pelo Portugal, não me sai da memória. O cozido estava divinal e as longas horas de conversa com ele… que maravilha!

Doze anos depois, nova conversa, outro desafio. Fazer as malas e assumir tarefas em Santarém. Ambos entendemos que seria bom para o quadro. Nem tu nem eu gostamos de rotinas e muito tempo no mesmo sítio…

O Couço. Ali encontrei uma forma indescritível de te sentir. Não digas nada a ninguém, mas ali naquela terra senti várias vezes arrepios daqueles que não se explicam. Aquela conversa com  a Maria Rosa Viseu… a luta contra o encerramento dos CTT, a luta pelas obras na ponte de S. Justa, os almoços comemorativos do teu aniversário…

Em Alpiarça foi maravilhosa a reconquista da Câmara Municipal pela CDU! Milhares de pessoas na rua. Nem o padre Diamantino faltou! E depois quando acabámos com a provocação feita ao povo de Alpiarça e mudámos o nome da rua António de Spínola para Lima Fernandes?

Álvaro Brasileiro, Chico Galiza, Celestino, Mário Fernando, João Pedro Arraiolos, João Osório, Laurinda, João Vitor, João Ricardo, Emídio, Nanda, Paula Matias, Regina, Fernanda Cardigo, Saul. E tantos, tantos outros!

12 anos pelo ribatejo é muito tempo. E foram muitos os camaradas com quem trabalhei (e não só…): Jorge Ferreira, Júlia, Fernanda Duarte, Aldeano, Afeiteira, Augusto Figueiredo e os camaradas de Rio Maior, Martins Jorge, Bruno Graça, Paulo Macedo, Júlia Amorim, Carlos Coutinho, Ganhão, Rui Ferreira, Zé Luís Cabrita, Castelão, Sérgio Carrinho, Paulo Melga, Telma Jorge, Valter Ferreira…

Nova conversa, novas tarefas. E por aqui ando por terras de Aveiro e Viseu. Outras aliciantes realidades. Mais tarde falar-te-ei sobre isso… Como escreveu o Ary, isto vai, isto vai!

Bom, a conversa já vai longa e amanhã temos de estar em Lamego, tu e eu, á hora combinada, ok?

Não é novidade para ti, mas tenho que te dizer isto: Gosto muito de ti, de como tu és. Por mais que tentem que mudes, não deixes! Eu não vou deixar Ouviste?

Um grande abraço do teu camarada e amigo Octávio Augusto. cuida-te!

Março de 2021