Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pin

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Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pintar em 2019. Tem diversas obras em colecções particulares em Portugal e na Colômbia. Em Setembro de 2022, a convite do CPPC, participou na Exposição colectiva itenerante “por um ambiente de paz”, na Universidade de Faro e em vários concelhos do Algarve. Em Outubro de 2023 organizou a sua primeira exposição individual na Academia Almadense. A segunda exposição ocorreu em Janeiro de 2024 na Sociedade Euterpe Alhandrense. A convite do CPPC está a participar na exposição colectiva “Pela Paz, por Abril” que vai percorrer diversos concelhos do Algarve.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Armas...Armas! ARMAS!!!!(Зброя!)... Armas (Зброя!)... ARMAS (Зброя!)!!!!




Armas (Зброя!)...
Armas (Зброя!)...
ARMAS (Зброя!)!!!!

Refª 107 - Acrílico e colagem sobre tela 40x40
DISPONÍVEL


 

Armas...Armas...ARMASSSSSS!

 







Poema de Manuel da Fonseca

Dá o Outono, as uvas e o vinho,

Dos olivais, azeite nos é dado.

Dá a cama e a mesa o verde pinho,

As balas deram sangue derramado.

Dá a chuva o Inverno criador,

Às sementes dá sulcos o arado.

No lar a lenha em chama dá calor,

As balas deram sangue derramado.

Dá a Primavera o campo colorido,

Glória, coroa do mundo renovado.

Aos corações dá o amor renascido,

As balas deram sangue derramado.

Dá o Sol as searas pelo Verão,

O fermento no trigo amassado.

No esbraziado forno cresce o pão,

As balas deram sangue derramado.

Dá cada dia ao Homem novo alento,

De conquistar o bem que lhe é negado.

Dá a conquista um puro sentimento,

As balas deram sangue derramado.

De meditar, concluir, ir e fazer,

Dá sobre o mundo o Homem atirado.

À paz de um mundo novo onde viver,

As balas deram sangue derramado.

Dá a certeza o querer e o construir,

O que tanto nos negou o ódio armado.

Que a vida construida é destruir,

As balas deram sangue derramado.

Essas balas deram sangue derramado,

Só roubo e fome e o sangue derramado.

Só ruina e peste e o sangue derramado,

Só crime e morte e o sangue derramado.




Armas, armas, ARMAS!