Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pin
- octaviopontoaugusto
- Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pintar em 2019. Tem diversas obras em colecções particulares em Portugal e na Colômbia. Em Setembro de 2022, a convite do CPPC, participou na Exposição colectiva itenerante “por um ambiente de paz”, na Universidade de Faro e em vários concelhos do Algarve. Em Outubro de 2023 organizou a sua primeira exposição individual na Academia Almadense. A segunda exposição ocorreu em Janeiro de 2024 na Sociedade Euterpe Alhandrense. A convite do CPPC está a participar na exposição colectiva “Pela Paz, por Abril” que vai percorrer diversos concelhos do Algarve.
sexta-feira, 14 de abril de 2023
terça-feira, 4 de abril de 2023
sexta-feira, 24 de março de 2023
Alinhamentos desalinhados
Acrílico sobre tela 50x70 - Refª 114 - março 2023
DISPONÍVEL
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Alinhamentos desalinhados
Alinhamentos desalinhados
quinta-feira, 23 de março de 2023
domingo, 19 de março de 2023
Há sempre alguém que resiste
Os optimistas incautos
rejubilaram com a enorme revolução que se adivinhava na comunicação.
O acesso á informação - com a
proliferação de canais, com a internet e os cada vez mais poderosos meios que
dela derivavam - passaria a estar ao acesso de todos.
Mais informação, melhor
conhecimento, uma maravilha!
Sucede que “os donos disto tudo”
á escala global e também no nosso cantinho, rapidamente se aperceberam desse
perigo que seria as pessoas saberem mais e, mais perigoso ainda, pensarem pela
sua cabeça.
Vai daí, sem demoras, trataram de
afinar e uniformizar procedimentos. Pensar é excelente, desde que pensem todos
da mesma maneira!
E como a vida passou a ser uma correria,
eles, os donos disto tudo, logo trataram de inventar uma fórmula mágica: Eles
passaram a pensar por ti!
Que bom! Basta ler o título,
olhar para a embalagem sem perder tempo com o conteúdo, com a origem ou o prazo
de validade.
Eles falam, escrevem e o pessoal
bebe tudo o que lhe poem no copo… e saboreia até á última gota…
E assim passámos a ter uma “opinião
pública informada”… És a favor ou contra o Putin? A paleta de cores foi
reduzida a preto e branco. Até o cinza passou a ser olhado com desconfiança.
São as maravilhas do “ocidente
alargado”, essa misteriosa entidade que promove a exploração, a guerra, o saque
de recursos e que aparece mascarada de pombinha da paz, arauto da liberdade e
da democracia. Essa poderosa entidade que grita contra a violação do direito
internacional, ao mesmo tempo que ela própria não o cumpre nos quatro cantos do
mundo. Só há guerra na Ucrânia, ponto! Na Palestina não se passa nada, na Síria
e no Iémen também não.
É o pensamento único com todo o seu
esplendor!
Chatice das chatices, há quem não
vá na conversa e teime em ser a “peça que não encaixa no seu Puzzle…
Foi isso que tentei transmitir, será
que consegui?
sexta-feira, 17 de março de 2023
Resiliência
quinta-feira, 9 de março de 2023
segunda-feira, 6 de março de 2023
Parabéns!
Parabéns pá!
(não reparem nos erros nem nas omissões, se as houver…foi
escrito à pressa…Respirem fundo que o texto é longo!)
Conforme te prometi, aqui estou preparadinho para comemorar
contigo o teu centésimo aniversário. Vai ser em Lamego e depois logo se verá.
Convites não faltam!
Fico contente por te encontrar de boa saúde.
Sabes… já falámos sobre isso inúmeras vezes, se não fosses
tu eu não seria como sou. E também fico contente por poder contribuir para que
continues a ser como és.
Foi contigo que passei grande parte da minha juventude. Na
UEC, na UJC e mais tarde na JCP.
Conheci o Damasceno (foi ele que acertou a minha vinda para
funcionário em 1980. Sempre que como ameijoas lembro-me desse momento), o
Horácio Rufino, (havia o outro que vinha da UEC, esse nunca fui á bola com ele.
Eu tinha razão!), A Isabel Pato, a Graça Martins, o Francisco Pereira, o Loya,
o Vitor Martins, o Edgar, a Madalena, a Salomé (com quem voltei a trabalhar
durante vários anos no Departamento de propaganda), o Baguinho, o Piteira, o
António Filipe, o Capucho.
Ainda na JCP, tive o primeiro contacto com o Francisco
Lopes, o Euclides, o Ângelo Veloso, o Pato. Em Vila Franca cruzei-me com a
Paula Batalha, o Arrojado, a Leonor Alves, a Olga Constança, o Manuel Pedro, o
Armando Morais, o Carlos Silva, a Fernanda Vicente. Foi enquanto estudante que
vivi o 11 de março de 1975. Durante o dia em Vila Franca e á noite em Alenquer!
Grande manifestação aquela, lembraste? E o Avante a ser vendido ainda quentinho
naquela noite.
Em Alenquer, ui… em Alenquer. A defesa do Centro de
Trabalho, o incêndio do CT de Olhalvo, a
propaganda, as noitadas com pão quente, os milhares de quilómetros de mota…E
aqueles camaradas que não acreditavam que eu me aguentasse como funcionário da
JCP mais que 6 meses? Hahahahaha! Já lá vão mais de 40 anos! Foi em Alenquer
que vivi directamente o 25 de Novembro…Um dia falaremos sobre isso. Rui Gandum,
Paulo e Fernando Leitão, Vicente, Céu, Maria João, Casimiro, Tóné, João
Manfredo, Matos e um camarada muito especial: o Meu tio Vasco.
Até que chegou o momento de “passar ao Partido”. Aquela
conversa com o Blanqui na “esponja” da Soeiro foi deliciosa. Convenceu-me á
primeira. Não tive coragem de recusar a tarefa que me estava a ser proposta.
Foram 8 anos muito difíceis e ao mesmo tempo gratificantes. Partilhei o
gabinete na António Serpa com Ilídio Esteves e o Eugénio Ruivo. Guardo na
memória o Carreira, a Gina, o Zé Manel, os Torres (eram dois…), o Jaime, o Luís
Rosa, o Manel, o António Rodrigues, o Carlos Gonçalves, a Amélia Freitas.
Oito anos mais tarde, nova conversa com o Blanqui. Desta vêz
para assumir tarefas no Departamento de propaganda. Aceitei logo! Nem me
deixaste respirar. Quando dei por mim, era o responsável do Departamento.
Grande equipa aquela! Joaquim Judas, Tila, Monginho, Zarco, Salomé, Carlos Ferreira,
Diamantino, Baldeiras, Idalina, Rui Rodrigues, Paulo Coutinho, o Tereso. E
ainda…o Vítor Dias.
No entretanto ainda te dei uma ajudinha em Vila Franca e em
Alhandra. Salsa, Bento Luís, Armindo Miranda, bons tempos aqueles!
Nos muitos milhares de horas na Soeiro convivi e trabalhei
com alguns dos nossos camaradas que fizeram de ti aquilo que tu és: Para além
do Pato e do Blanqui, o Dias Lourenço, O Joaquim Gomes, o Vilarigues, o Jaime
Serra (que também acaba de completar 100 anos!), o Domingos, o Albano, o
Casanova (dos poucos lampiões com quem gostava de discutir futebol…), a
Teodósia, O Rui Ramos, o Adelino e tantos outros!
E depois havia o Álvaro! Muitas e boas recordações. Mas
aquele cozido à portuguesa que comemos num domingo na Soeiro, confeccionado
pelo Portugal, não me sai da memória. O cozido estava divinal e as longas horas
de conversa com ele… que maravilha!
Doze anos depois, nova conversa, outro desafio. Fazer as
malas e assumir tarefas em Santarém. Ambos entendemos que seria bom para o
quadro. Nem tu nem eu gostamos de rotinas e muito tempo no mesmo sítio…
O Couço. Ali encontrei uma forma indescritível de te sentir.
Não digas nada a ninguém, mas ali naquela terra senti várias vezes arrepios daqueles
que não se explicam. Aquela conversa com
a Maria Rosa Viseu… a luta contra o encerramento dos CTT, a luta pelas
obras na ponte de S. Justa, os almoços comemorativos do teu aniversário…
Em Alpiarça foi maravilhosa a reconquista da Câmara
Municipal pela CDU! Milhares de pessoas na rua. Nem o padre Diamantino faltou!
E depois quando acabámos com a provocação feita ao povo de Alpiarça e mudámos o
nome da rua António de Spínola para Lima Fernandes?
Álvaro Brasileiro, Chico Galiza, Celestino, Mário Fernando,
João Pedro Arraiolos, João Osório, Laurinda, João Vitor, João Ricardo, Emídio,
Nanda, Paula Matias, Regina, Fernanda Cardigo, Saul. E tantos, tantos outros!
12 anos pelo ribatejo é muito tempo. E foram muitos os
camaradas com quem trabalhei (e não só…): Jorge Ferreira, Júlia, Fernanda
Duarte, Aldeano, Afeiteira, Augusto Figueiredo e os camaradas de Rio Maior,
Martins Jorge, Bruno Graça, Paulo Macedo, Júlia Amorim, Carlos Coutinho,
Ganhão, Rui Ferreira, Zé Luís Cabrita, Castelão, Sérgio Carrinho, Paulo Melga, Telma
Jorge, Valter Ferreira…
Nova conversa, novas tarefas. E por aqui ando por terras de
Aveiro e Viseu. Outras aliciantes realidades. Mais tarde falar-te-ei sobre
isso… Como escreveu o Ary, isto vai, isto vai!
Bom, a conversa já vai longa e amanhã temos de estar em
Lamego, tu e eu, á hora combinada, ok?
Não é novidade para ti, mas tenho que te dizer isto: Gosto
muito de ti, de como tu és. Por mais que tentem que mudes, não deixes! Eu não
vou deixar Ouviste?
Um grande abraço do teu camarada e amigo Octávio Augusto.
cuida-te!
Março de 2021
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
Armas...Armas! ARMAS!!!!(Зброя!)... Armas (Зброя!)... ARMAS (Зброя!)!!!!
Armas...Armas...ARMASSSSSS!
Dá o Outono, as uvas e o vinho,
Dos olivais, azeite nos é dado.
Dá a cama e a mesa o verde pinho,
As balas deram sangue derramado.
Dá a chuva o Inverno criador,
Às sementes dá sulcos o arado.
No lar a lenha em chama dá calor,
As balas deram sangue derramado.
Dá a Primavera o campo colorido,
Glória, coroa do mundo renovado.
Aos corações dá o amor renascido,
As balas deram sangue derramado.
Dá o Sol as searas pelo Verão,
O fermento no trigo amassado.
No esbraziado forno cresce o pão,
As balas deram sangue derramado.
Dá cada dia ao Homem novo alento,
De conquistar o bem que lhe é negado.
Dá a conquista um puro sentimento,
As balas deram sangue derramado.
De meditar, concluir, ir e fazer,
Dá sobre o mundo o Homem atirado.
À paz de um mundo novo onde viver,
As balas deram sangue derramado.
Dá a certeza o querer e o construir,
O que tanto nos negou o ódio armado.
Que a vida construida é destruir,
As balas deram sangue derramado.
Essas balas deram sangue derramado,
Só roubo e fome e o sangue derramado.
Só ruina e peste e o sangue derramado,
Só crime e morte e o sangue derramado.

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