Da série "Resistentes" - Refª 126 - Resistentes IV - Maio 2023
Colagem sobre foto de ficha da PIDE de Conceição Matos
Acrílico sobre tela 30x80
DISPONÍVEL
Da série "Resistentes" - Refª 126 - Resistentes IV - Maio 2023
Colagem sobre foto de ficha da PIDE de Conceição Matos
Acrílico sobre tela 30x80
DISPONÍVEL
Cunhal, Pato, Vilarigues, Lourenço, Blanqui, Veloso, Gomes, Serra, Vitoriano, Aboim, Falcão, Abrantes, Pires, Miguel, Soares, Horácio, Sofia, Ilídio, Jorge, Pedro, Conceição, Alda, Georgete são alguns dos Homens e Mulheres que fazem parte da interminável lista de presos políticos que passaram pelas cadeias da PIDE, de Peniche, do Tarrafal, de Angra, do Aljube, de Caxias.
Fico feliz por saber que algumas das minhas “pinturas” são
úteis!
É o caso desta a que dei o título de “a quem interessa a
guerra?” correspondendo ao desafio da Sofia Magalhães Costa para integrar a
exposição itinerante “Por uma ambiente de Paz”, organizada pelo CPPC - Conselho
Português para a Paz e Cooperação - em parceria com a PAS - Peace and Art Society
- e a Biblioteca da Universidade do Algarve.
Trata-se de um projecto muito oportuno e interessante que tem
percorrido quase todos os concelhos do Algarve.
Outros desafios surgirão em breve, estejam atentos!
GREVES E MARCHAS DA FOME de 8 e 9 DE MAIO de 1944
Em muitas localidades do país sobretudo na região de Lisboa (Alhandra
e Sacavém) e no Baixo Ribatejo, nos dias 8 e 9 de Maio de 1944 os trabalhadores
pararam e saíram à rua, manifestando-se contra a continuação do auxílio
material à Alemanha nazi e contra o aumento dos preços de bens essenciais e a
incapacidade do governo salazarista em assegurar o funcionamento regular do
sistema de racionamento.
Então uma “marcha da fome pelo pão e pelos géneros” saiu de Alhandra
para Vila Franca de Xira, mas foi violentamente reprimida pelas forças
policiais, que encerraram na Praça de Touros de Vila Franca cerca de 300
grevistas em protesto. Daqui, aqueles que foram considerados como os mais
activos foram levados para a Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa a
estes juntaram-se lhes outros vindos da região em luta.
Aqueles que as forças
repressivas consideraram mais perigosos foram transferidos para o forte de
Caxias onde passaram vários meses na prisão.