Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pin

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Octávio Augusto 64 anos, autodidata. Natural de Alenquer, vive em Vila Franca de Xira. Começou a pintar em 2019. Tem diversas obras em colecções particulares em Portugal e na Colômbia. Em Setembro de 2022, a convite do CPPC, participou na Exposição colectiva itenerante “por um ambiente de paz”, na Universidade de Faro e em vários concelhos do Algarve. Em Outubro de 2023 organizou a sua primeira exposição individual na Academia Almadense. A segunda exposição ocorreu em Janeiro de 2024 na Sociedade Euterpe Alhandrense. A convite do CPPC está a participar na exposição colectiva “Pela Paz, por Abril” que vai percorrer diversos concelhos do Algarve.

sábado, 11 de abril de 2020

À esquina da indecisão



Acrílico sobre tela 40x60

Poema da autoria de Alice Caetano

À esquina da indecisão


O tronco da árvore genealógica parou na esquina do Tempo, indeciso.
Todos os caminhos a seguir se lhe afiguravam iguais e não explicativos.
A sinalização ausente no espaço e nas veias, impediam-no de avançar.
Era um filme sem esperança.
Era um sonho sem mais assunto.
Tolhido de cima a baixo, parado no momento, esperava por uma resposta automática de confirmação que lhe dissesse: segue por ali.
Esperava, quieto, muito quieto. Quase a ferir o silêncio das medonhas esperas.

Alice Caetano


domingo, 5 de abril de 2020

TRANSMUTAÇÃO


Acrílico sobre tela 50x50

Acompanhada de um belo poema da autoria de Nelinha Cameira
https://www.facebook.com/nelinha.cameira



TRANSMUTAÇÃO

Transmuto
em cores
a minha escuridão
apago
pouco a pouco
o som
da solidão
que me grita
em tons de azul
e pinceladas
de verde
e porque acredito
que nenhuma
solidão
é para sempre
orvalho a vida
com gotas de branco
desenhadas
no meu sorriso
franco
e salpicos de vermelho
reflectidos
no meu espelho

Nelinha Cameira


Acrílico e aguarela sobre papel A4

quinta-feira, 2 de abril de 2020

MEMÓRIAS DA ADOLESCÊNCIA


Acrílico sobre tela 30x50

MEMÓRIAS DA ADOLESCÊNCIA

Nasce
um corpo de vulcão
com labaredas
de desejo
um fogo no coração
que não se apaga
num beijo
as mãos
que há pouco
brincavam
com a boneca
e o carrinho
anseiam agora
na busca
da experiência
e do carinho
arredondaste
nas formas
desse corpo
de sereia
ansiando
pela estreia
dessa tua nova
aparência
e escreves assim
o teu livro
das memórias
da adolescência

Nelinha Cameira